Morte na Mesopotâmia — Agatha Christie
Às margens do rio Tigre, no meio do deserto iraquiano, um grupo de arqueólogos escava os segredos de civilizações antigas. A enfermeira Amy Leatheran chega ao sítio com uma missão simples: cuidar de Louise Leidner, a enigmática e frágil esposa do arqueólogo-chefe. Parece tranquilo. É um sítio arqueológico, não é? O que poderia acontecer?
Bem… um assassinato. Claro.
Louise é encontrada morta, e o crime parece impossível — porque praticamente todo mundo estava por perto, e ainda assim ninguém viu nada. A polícia local bate cabeça, até que surge uma feliz coincidência: Hercule Poirot está de passagem pela região. Que sorte a dele. Que sorte a de todo mundo… menos do assassino.
O que torna esse livro delicioso é a atmosfera única: poeira, calor, ruínas milenares e um grupo de personagens estranhos e cheios de segredos convivendo em isolamento total no meio do nada. A narradora Amy, com seu olhar prático e direto de enfermeira, dá uma leveza irresistível à história — e a dinâmica dela com Poirot é pura graça.
Um presente da própria vida de Agatha Christie, que viajou ao Oriente Médio e se apaixonou pela região ao lado de seu marido arqueólogo. 🏺🌙
Porque alguns mistérios têm milhares de anos — e outros acabaram de começar.